segunda-feira, 18 de março de 2013
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
o cabelo de lelÊ
Valéria
Belera
Lelê não gosta
do que vê.
- De onde vêm tantos cachinhos?
Pergunta sem saber o que fazer.
JOGA PRA LÁ.... PUXA PRA CÁ...Jeito não
dá, jeito não tem.
- De onde vêm tantos cachinhos?, a
pergunta se mantém.
“Toda pergunta exige resposta.Em um
livro eu vou procurar!”Pensa Lelê, num canto.
FUÇA AQUI... FUÇA LÁ...Mexe e remexe até encontrar
o tal livro, muito sabido! Que tudo aquilo pode explicar.
Depois do Atlântico, a
África chama e conta uma trama de sonhos e medos, de guerras e vidas e mortes
no enredo. Também de amor no enrolado cabelo, puxado, armado, crescido,
enfeitado,torcido, virado, batido, rodado. São tantos cabelos, tão lindos, tão
belos!
Lelê gosta do
que vê.
Vai a vida, vai ao vento, brinca e
solta o sentimento.
Descobre a beleza de ser como Herança
trocada no ventre da raça, do pai, do avô, de além-mar até.
O negro cabelo é pura magia. Encanta o
menino e a quem se avizinha.
Lelê já sabe que em cada cachinho,
existe um pedaço de sua história. Que gira a roda no fuso da TERRA, de tantos
cabelos que são a memória.
Lelê ama o que
vê! E você?




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